Alice F.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
O que é companhia afinal ? É alguém sugando algo de ti, só isso. Enquanto você tiver o que o outro precisa, seja sentimental ou material, você terá uma companhia. O complicado é que isso não dura pra sempre, e o que era legal entra em quarentena, quando não raramente, acaba. Por mais que se diga o contrário, o interesse que existia em ti acabou, e nesse planeta existem mais de 6 bilhões de pessoas, sem duvida uma delas poderá ser uma outra boa companhia sem problema algum. E você aí achando que ia durar para sempre...
Tu sorriso, mi cielo.
Adicta de usted
de sus ojos
de su piel
de su luz
adicta a tus besos
en sus manos
en sus palabras
en su manera suave
entender y escuchar
sus leyes, mi voluntad
su voluntad, mi alegría
su alegría, mi libertad.
Y sera interminable
mientras dure
mientras ser
mientras vivir...
de sus ojos
de su piel
de su luz
adicta a tus besos
en sus manos
en sus palabras
en su manera suave
entender y escuchar
sus leyes, mi voluntad
su voluntad, mi alegría
su alegría, mi libertad.
Y sera interminable
mientras dure
mientras ser
mientras vivir...
Alice F.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Hoje, eu acordei com vontade de beber vinho no crânio do Lord Byron, acordei com vontade de escrever um conto ultra-romântico mortal, acordei com vontade de amarrar e torturar alguém, vontade de te ver lambendo meus sapatos, de te ver conversando com Lúcifer.
Hoje, só hoje, eu acordei com vontade de voltar ao normal.
Alice F.
Hoje, só hoje, eu acordei com vontade de voltar ao normal.
Alice F.
sábado, 22 de outubro de 2011
Em tempo I
Olhou para cama e não a viu. Não era a primeira noite sem ela, mas só começara se dar conta agora. Afoito, queria se ver livre, queria silencio, queria sair só, queria tirar o domingo para visitar os parques, fotografar, assistir tv, beber sozinho, beber o quanto baste, beber até passar da conta. Fez tudo o que podia e muito mais, mas e agora ? Já havia feito tudo que queria, não precisava mais estar longe dela, não tinha motivos; mas, muitas coisas foram ditas, já passou o tempo, impossível voltar atrás.
Não queria a liberdade, queria espaço. Isso lhe custou um verdadeiro amor, que ira ser pago por um longo tempo com saudade, solidão e remorso.
Alice F.
Não queria a liberdade, queria espaço. Isso lhe custou um verdadeiro amor, que ira ser pago por um longo tempo com saudade, solidão e remorso.
Alice F.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Desespero, meu amigo; é aquilo que bate, machuca, faz doer, entende ? Mas a gente ainda com dor, ainda numa pior;... disfarça! E disfarça bem pra caralho, amigo. As vezes é questão de necessidade, entende? Se mostrar bem, se mostrar numa boa, mas o desespero bate, e aí... aí toda'aquela imagem se esvai...
Desespero... desespero é um mal de qual não sofro não... eu me mantenho em mim, eu mantenho o foco; não tem porque bater o desespero; Eu aprendi, comigo, com minhas experiências a ter segurança... o mundo te dá muitas oportunidades de ter experiências inesquecíveis, basta você saber aproveitar, e desenvolver segurança em sí; depois disso, depois de viver, vivenciar e experimentar Você vai ver que nenhum desespero pode ser maior do que a emoção que é viver intensamente...
(Alice F, em algum conto.)
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
"... E, neste país, os maiores governantes e pessoas influentes eram grandes cabeças de abóbora, com suas expressões monstruosas, e seus cérebros pensantes feitos de minhoca, (...)"
______________
Um tempo sem escrever, sem idéias, eis que a fortuna aflora, e o que chamo inspiração (por alguém chamado 'dom') renasce, aos poucos...
domingo, 4 de setembro de 2011
Calendário
Antes tudo era apenas dor...
A letra corrida,
O beijo de partida,
O que aparentava (ou não) ser amor
Passou o tempo da calma
Domingo sempre ensolarado
Um falso amor, um falso amado
Fingindo que era a cura da alma
Enfim, virou-se alegria
O som era agradável
A paixão, agora amável
Tinha motivos, e sorria
O codinome pouco mudou
Das ocorrências, aprendizado
Folia, mascaras, amado
Tudo se foi, a saudade ficou.
Alice F. (março de 2010)
A letra corrida,
O beijo de partida,
O que aparentava (ou não) ser amor
Passou o tempo da calma
Domingo sempre ensolarado
Um falso amor, um falso amado
Fingindo que era a cura da alma
Enfim, virou-se alegria
O som era agradável
A paixão, agora amável
Tinha motivos, e sorria
O codinome pouco mudou
Das ocorrências, aprendizado
Folia, mascaras, amado
Tudo se foi, a saudade ficou.
Alice F. (março de 2010)
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Namoradinha
Será essa a beleza
que vejo em quem me ama ?
Ter uma dama à mesa
e uma puta na cama.
Alice F.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
(...)Olha, só quero te dizer algumas palavras... nem mil poesias podem descrever a saudade que eu sinto de ti, a vontade que eu tenho de você, do seu abraço, do seu cheiro... Meus dias não tem tanto humor como tinham antes, eu já não ando com a pele tão bonita e o sorriso já está sem vida. É só te sentir em minha imaginação por alguns momentos pra todo o drama voltar. E me diz o que fazer ? Não tem muito a ser feito... Só esperar, esperar, esperar; com a certeza de que o melhor ainda está por vir. (...)
Alice F, (em algum texto, crônica ou lugar por aí....)
Alice F, (em algum texto, crônica ou lugar por aí....)
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O que o Novo México fez por mim ?
Novo México é o berço da Beirut band e de Zach Condon, o regente da já citada 'orquestrinha' e minha banda preferida, de longe. O jovem Zach (que hoje tem 25), aos 16 se viu com um pulso aberto, sem muita vontade de ingressar na faculdade e sem poder tocar guitarra, resolveu tirar um som no ukelele e viajar pelo Leste Europeu, pra estudar musica empiricamente. Zach já tinha algumas gravações aos 15 anos, inclusive o seu album de lo-fi, o Joys of Losing Wight onde seu nome era "The Real People" *-*
O lançamento oficial mesmo da Beirut só aconteceu em 2006, que é o ano do Gulag Orkestar, do Long Gisland, do Pompeii, dos tantos clipes e mimimi. A musica mais famosa é Elephant Gun, que é a musica que foi usada na minissérie 'Capitu' da globo. Adorei a série sobre Dom Casmurro, minha obra preferida do Machado, adorei a musica na série, mas isso fodeu com tudo; por causa dessa musica o numero de pseudo-fãs da Beirut cresceu gigantescamente por um tempo, e isso incomoda de verdade pessoas como eu, que sentem ciúmes estranhos por coisas de domínio publico.
Não tem uma grande ideologia política, as musicas são choradas, Zach adora compor bêbado, as letras são meio sem sentido e quase não abordam temas polêmicos. A sonoridade é quase que experimental. Já me falaram que a primeira impressão que passa é que a banda toda é composta por gente louca, depressivos, alcoólatras e viciados, e sinceramente, não precisava de motivos maiores pra me chamar a atenção.
Eu ouço a Beirut desde 2007, meu 1º ano do ensino médio, meus saudosos 15 anos... É a única banda que não me enjoa e nunca passei mais de 2 meses sem ouvir. Eu gosto do Leste Europeu, do clima socialista, de ukelele, de tuba, acordeon, cornetas e sininhos; gosto de gente que se veste igual velho e coloca julgamentos alheios e vaidade em ultimo plano, antes de os conhecer só faltava mesmo a Beirut no meu existir. Infelizmente nunca vi Zach pessoalmente, nos shows feitos no Brasil eu ainda morava com a minha família, não tinha idade e nem grana para viajar para os shows; já planejei ir para Portugal conhece-los, mas nada foi concretizado. Zach tem um 'fetiche' pelo Brasil, já gravou 'O leãozinho', do Caê, e tem uma musica chamada "Brazil".
Realmente não tem nenhuma musica que eu goste mais, nem mesmo as mais pop's, que são as mais ouvidas por quem não conhece a orquestra, por isso fica difícil achar algo pra colocar aqui, então, aqui fica o Myspace pra quem quiser entender a emoção que é. haaha :)
O lançamento oficial mesmo da Beirut só aconteceu em 2006, que é o ano do Gulag Orkestar, do Long Gisland, do Pompeii, dos tantos clipes e mimimi. A musica mais famosa é Elephant Gun, que é a musica que foi usada na minissérie 'Capitu' da globo. Adorei a série sobre Dom Casmurro, minha obra preferida do Machado, adorei a musica na série, mas isso fodeu com tudo; por causa dessa musica o numero de pseudo-fãs da Beirut cresceu gigantescamente por um tempo, e isso incomoda de verdade pessoas como eu, que sentem ciúmes estranhos por coisas de domínio publico.
Não tem uma grande ideologia política, as musicas são choradas, Zach adora compor bêbado, as letras são meio sem sentido e quase não abordam temas polêmicos. A sonoridade é quase que experimental. Já me falaram que a primeira impressão que passa é que a banda toda é composta por gente louca, depressivos, alcoólatras e viciados, e sinceramente, não precisava de motivos maiores pra me chamar a atenção.
Eu ouço a Beirut desde 2007, meu 1º ano do ensino médio, meus saudosos 15 anos... É a única banda que não me enjoa e nunca passei mais de 2 meses sem ouvir. Eu gosto do Leste Europeu, do clima socialista, de ukelele, de tuba, acordeon, cornetas e sininhos; gosto de gente que se veste igual velho e coloca julgamentos alheios e vaidade em ultimo plano, antes de os conhecer só faltava mesmo a Beirut no meu existir. Infelizmente nunca vi Zach pessoalmente, nos shows feitos no Brasil eu ainda morava com a minha família, não tinha idade e nem grana para viajar para os shows; já planejei ir para Portugal conhece-los, mas nada foi concretizado. Zach tem um 'fetiche' pelo Brasil, já gravou 'O leãozinho', do Caê, e tem uma musica chamada "Brazil".
Realmente não tem nenhuma musica que eu goste mais, nem mesmo as mais pop's, que são as mais ouvidas por quem não conhece a orquestra, por isso fica difícil achar algo pra colocar aqui, então, aqui fica o Myspace pra quem quiser entender a emoção que é. haaha :)
sábado, 16 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Sobre sentir e escrever [aos bons amigos poetas, e só!]
Poesia em fragmento
é conjunto solto
configurando momento
poesia em pedaço
decifra os detalhes
implorando pelo acaso
poesia mal falada
mostra segredos
da pessoa amada
poesia no papel
desenha sorrisos
com sabor de fel
poesia pra quem chora
avisa sobre o momento
pedindo que vá embora
poesia para otários
até mesmo almas escrotas
são guardadas em relicários
poesia para inocentes
sem bondade nem beleza
causa medo nos decadentes
poesia por poesia
troco palavras
por mente vazia.
Alice F.
é conjunto solto
configurando momento
poesia em pedaço
decifra os detalhes
implorando pelo acaso
poesia mal falada
mostra segredos
da pessoa amada
poesia no papel
desenha sorrisos
com sabor de fel
poesia pra quem chora
avisa sobre o momento
pedindo que vá embora
poesia para otários
até mesmo almas escrotas
são guardadas em relicários
poesia para inocentes
sem bondade nem beleza
causa medo nos decadentes
poesia por poesia
troco palavras
por mente vazia.
Alice F.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Observações sobre um caso
Talvez seja você
O marco zero
de uma nova vida
Talvez eu precise
"Encostar na tua
a minha ferida" *
Talvez seja o caso
de cobrar um pouco
dos seus abraços
Talvez seja assim
não mais descarte você
do meu antigo folhetim**
Ou talvez nada disso será
vivendo na incerteza
De não suportar te amar
quando o dia amanhecer claro
mostrando toda a certeza
do seu incerto desamparo
Não, eu não escolho amores...
Porém, quando nada dá certo
seleciono minhas melhores dores.
Alice F.
*Alusão à poesia [na minha a tua ferida] de Paulo Leminski, do livro "La vie en close"
**Alusão a canção "Folhetim" de Chico Buarque
terça-feira, 7 de junho de 2011
O Anjo Caído
Passou por aqui,
Um sujeito bem vestido
Não tinha cara de querido
Mas uma boa quantia em dinheiro
Pois em minha mão
3 contos, só de inicio
que é pra manter outro vicio
Além do meu rotineiro
Um bom Whisky
pra manter a aparência
pois demora minha falência
foi esse o recado cabreiro
Sobre um pó mágico
diz que é sua a receita
quem prova logo aceita
e se afasta do milagreiro
Se mostrou cordial
ajeitando um raio branco
e comigo foi muito franco
"Na vida errada entraste ligeiro!"
O sujeito me conhecia bem
sabia de onde vim e o meu gosto
Foi quando revelou seu rosto
Vi Satanás, em meio ao nevoeiro
Tentei me manter cética
E ele expondo só vantagem
E eu que já gosto da vadiagem
Dei trela ao trapaceiro
Agora não tem como negar
entreguei alma, corpo e tudo mais
em troca de jogo, bebida e vícios banais
Minha palavra ao diabo entreguei por inteiro.
Alice F.
inspirado livremente na obra "Macário" de Álvares de Azevedo.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
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