terça-feira, 28 de setembro de 2010

Don't go away
      Thiago Pethit

I hope you won’t go away
If I have nothing left to say to you
Who knows someday
Maybe on a moody Monday
Or on a sunny Sunday afternoon
It’s true I’m sad
you know
But I’m afraid of saying it
I prefer just to let it go
Just wait till Tuesday or tomorrow at noon
I guess that on Thursday or Friday
It won’t be long
I’ll say
Don’t go...

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Inverno
É tudo o que sinto
Viver
É sucinto
Paulo Leminski

sábado, 25 de setembro de 2010

(In)consequências

Na sua poesia
Alegria não tem mais
E a sensação de paz
Se foi com a calmaria


No verso imprevisto
O encanto murchou
O passado imperou

Para ti não mais existo.

Alice F.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vous odeurs l'ignorance, ma chère!

Acho graça quando gente "pequena" diz que eu sou exagerada, ou que não tenho motivos pra certas coisas. O fato é que se eu faço as coisas parecerem grandes é porque tenho paixão por minhas paixões, e, eu posso, já que eu estudo e sei como é organizada a construção do juízo moral dos indivíduos, sem falar que sou egoísta o suficiente para criar os MEUS motivos para tudo. Enfim; entre as minhas paixões está o cinema, gosto de várias vertentes, de vários 'lados', de várias nacionalidades, vários temas, mas hoje em especial eu lembrei de um filme francês muito bom do Godard. O filme é "Le mépris" ('O desprezo' em português).
O filme mostra o processo de 'desamor' entre Paul (Michel Piccoli) e Camille (Brigitte Bardot), tudo começa com um ciúmes de Paul. A trama se passa na Itália, enquanto Paul está dirigindo um filme. O fim da relação acontece no local onde estão sendo gravadas as cenas externas do filme.
A melhor cena do filme, é uma cena onde Camille já está de saco cheio do parceiro, está cansada de ver as coisas andarem apenas da maneira que ele sempre quer, está cansada de ser tão pequena mesmo não aparentando, e resolve fazer dos detalhes coisas gigantescas, grandes barreiras para a continuação da relação, resolve desprezar Paul.


Camille: Ah não, eu te imploro. Mas isso me fascina...
Paul: Eu lhe garanto que...
Camille: Não! Deixe-me!
Paul: O que você tem hoje?

Camille: Eu tenho nojo dos homens.Você não pensa em mais nada...

Enfim, esse é, entre vários, um filme que eu indico, tem momentos que as pessoas precisam criar certas percepções, para o bom desenvolvimento das relações humanas, e esse pode ser um filme que ajuda nisso.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um novo esboço

Politica não é meu tema
Mas por ti forjo meu esquema
Para sempre por perto ficar

Da vida faço cinema
Me encaixo na tua cena
Porque contigo quero estar

Não quero mais erudição
OK! Sociais é solução
Porém tua boca quero beijar

Não sei se isso vale a pena
Mas se escolho por esse dilema
É porque gosto de me apaixonar

Alice F.

Essa poesia ainda está em movimento, não sei se gostei dela, talvez eu volte e mude, talvez eu não mude nada, talvez faça mais algum parágrafo, ou não! :D

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Tempo Físico

Há 3 anos bebo a mesma cerveja
Há 3 anos sei o que me faz mudar de dimensão
Há tanto minha'lma não almeja
Há tanto calei meu coração

Há 2 anos ando só pelas mesmas ruas
Há 2 anos não troco a marca do cigarro
Há tanto vivo de verdades cruas
Há tanto vivo num mundo bizarro

Há 1 ano não mudo de amor excessivo
Há 1 ano vivo desejando esquecer
Há tanto não sei como sobrevivo
Há tanto não sei mais como viver.

domingo, 19 de setembro de 2010

Sem Horas e Sem Dores...

...Respeitável público Pagão...
                       BEM VINDOS AO TEATRO MÁGICO!

Sexta-feira dia 17 foi o show do Teatro Mágico, e como o planejado eu fui... Sério, nunca fui num show tão bom da trupe, acredito que tenha sido o melhor show já feito aqui em Cwb. O show teve todas as músicas esperadas, e maais algumas, teve todo um ar nostálgico. Eu aproveitei o máximo que pude, mesmo sozinha; pulei, cantei, dancei, pisei no pé de muitas pessoas rs, e claro, chorei muito, muito mesmo... lavei minha alma, coloquei minha cabeça no lugar. O Teatro Mágico é uma das minhas melhores terapias, admito que antes dos shows geralmente eu estou com mil coisas na cabeça, pensando em ferrar com a vida de muita gente, odiando meio mundo; mas assistir oTM me faz ver que viver não é apenas existir, e que eu sempre tenho muito mais coisas interessantes para fazer do que deixar que coisas ridículas e que me fazem mal tomem meu tempo a toa , e que o que me tornará grande é o meu conhecimento, a minha compaixão, e não coisas mesquinhas como o ódio, a tristeza, o egoísmo...
Mas voltando ao show, o final, foi notório, foi mais que especial; a música ? "O Anjo Mais Velho", seria clichê, se a luz não tivesse caído durante a música, e nisso, ficasse apenas o Willians tocando na percussão enquanto o público cantava e batia palmas liberando uma energia única, que eu tenho certeza que fez muuuito bem pra todos os raros que estavam lá!
O vídeo está aqui, não foi eu quem gravei, e a qualidade não está das melhores, mas mesmo assim, dá pra ter noção!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Plus d'un amour platonique pour la collecte ...

C'est ma chanson française pour toi
Les rimes hesitent mais pardonne-moi
Je n'ai pas ta classe, ni ta cadence
Pour dire des mots d'amour
Comme en France...

(Essa canção francesa - Thiago Pethit)


Ahh, ontem (16/09) um dos (vários, rs) homens que me fariam fugir de casa ganhou o prêmio de Aposta MTV no VMB *-*. Siim, eu to falando do Thiago Pethit...Foi muuuito mais que merecido, acho quase impossível enumerar os dotes do rapaz, e não digo isso só por que ele é um dos meus amores platônicos; ele realmente é muito versátil... Bom, a proposta dele é trazer os sentimentos as músicas de uma forma bem crua, bem simples, utilizando muito bem a poesia concreta, e sempre com aquele tom nostálgico, antiguinho... Ah, sem falar que ele é um sonho neh! Com aquela carinha de "acabei de acordar", aqueles olhos de James Dean, e a total despretenção existencialista dos franceses que ele auto aplica muuuito bem; lembrando que ele é completamente demodé, e afirma que se um dia encontrasse pessoas que se vestem ou usam o cabelo como o dele, não pensaria 2 vezes em mudar na hora.
Ahh, um dia eu ainda vou tomar um café na companhia dele, nem que seja metafísicamente!

Clique aqui e ouça algumas músicas de Pethit. Vale a pena, te garanto!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Surreal frio metafísico.

Já é inverno agora, meu amor
Não sentes nada real em ti?
Ora! Então jamais sentirá minha dor!


Já é frio então, meu bem!
Não te incomoda pensar
Que pra ti não sou ninguém?


Será que tu não ouves?
Eu grito, choro, reclamo
Não sabes que é por ti?
É por ti que eu chamo!


Já é frio agora!
Minh'alma está cinza
E não amanhecerá com a aurora.

Alice F.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

É apenas mais um hai-kai...

O velho parado
           Acena calado
-Olá estátua, como tem passado?

(Alice F.)

sábado, 3 de julho de 2010

Desejo de dizeres

Quis abraçar minha consciência
ela não se deixou agarrar
Passou tão longe, tão sinica
Dizendo dizeres
Atuando atos
Amando desamores
Fatiando fatos

Passou tão longe ensinando
Que a sina não se ensina
Que o viver não é vivo
Que não se apega ao desapego
Que em plena verdade eu minto

Minha consciência me mostrou
Que na cara não tem carinho
Que o uso não é ousado
Que na dor não tem espinho
E o querer mal me quer

Me deixou claro
que pra viver há de se morrer
que o desespero é o que me espera
E que é na tristeza que
a felicidade anda só e infeliz

Minha consciência me falou
da sua ora companheira, ora inimiga
a loucura
Diz não viver sem ela
Pois, ou é as duas juntas
ou é infelicidade
Ou aceito, ou me assusto

Me fez crer também
que é isso ou não tem aquilo
Que uma vez que as perca
Só resta aguarda e aguar;
Pois a espera é áspera
E o remorso remará por anos
No aguar dos olhos.

Alice F.
 
Já faz um bom tempo que escrevi esses versos, eu já havia me esquecido inclusive... Encontrei a folha que eles estavam, postei e só.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O que sinto : Não sinto!


A existência agora consome meu ser
Não vejo mais solução
Não vejo mais nada
Não sinto vida em nada
Não sinto vida em mim

O que sinto são esses vermes
Que estão buscando a minha carcaça
A minha carne
Os meus restos

Esses vermes quem são?
São essas pessoas mesquinhas e sem valor
Que estão esperando meu fracasso
Para gozarem do que eu (não) fiz

Mas ora, quem são?
São seres que se julgam superiores
Que levantam falsos julgamentos
E pensam estar certo
Quando na verdade, estão cegos

Eu não poderia deixar
De forma alguma eu deixaria
Sou forte, sou persistente
Acredito em mim

Huum... Acho que não

De qualquer forma
Ainda tenho ideais
Tenho sonhos
Tenho cérebro, consciência
Olhos, boca, nariz...

Tenho minha literatura
Minha arte, minha historia
E minha filosofia

E, ainda tenho
Sem sentir, sem saber, sem questionar
Minha vida, minha existência
Para cuidar
E não deixar cair em mãos de vermes

Alice F.

Lápide

Aqui jaz alguém que não teve coragem de lutar contra o que lhe fazia mal, que não teve coragem de assumir o que queria, que não teve vontade de lutar pela felicidade, que esperou de braços cruzados cada dia passar, acreditando na melhora, mas sem nada fazer, que escutou a todos mesmo não querendo, que não se desprendeu do que lhe incomodava, que não conseguiu surpreender ninguém, que não mudou nada, que não fez diferença nenhuma, que não teve atitude, que não teve opinião própria, que não foi forte, ou, se fez de fraca, que não consegui fazer ninguém bem nem feliz, que não teve quem a amasse inteiramente e sinceramente, que não conseguiu um amor sem interesses, que não mudou nada, que não ajudou em nada, que não prejudicou ninguém,muito menos ajudou alguém, que não deixou lembranças nem boas nem ruins, que não deixou dividas, que não deixou amigos tristes, que não deixou família triste, que não deixou ninguém de maneira nenhuma, a não ser o descanso de quem não precisara mais pagar por nada que ela faça... Enfim, aqui jaz alguém que não foi ninguém... 

Alice F.

PALAVRAS DE UM (QUASE) CADÁVER FRESCO:


Quando meu fim chegar
Quero falecer com estilo
Falecer no melhor estilo “artista popular”
Com os pulmões obscuros
Escarrando sangue

Escreverei algumas cartas
Com meras lembranças
Palavras de fácil compreensão
Confissões inconfessáveis
E algum pedido de desculpa, porque não?

Vertem minhas lagrimas
Somente quando estou sozinha
Compartilho tudo o que quero
Com o meu televisor
Amigos me adoram
Quando estou longe
Todos ligam para mim
Quando tenho o dinheiro que eles necessitam

Se em vida não me valorizam
Não notam sequer minha ausência
Quem sabe se eu bem morrer
Morrer de uma forma marcante
Alguém notara
E terá curiosidade em ler meu atestado de óbito

As pessoas só valorizam alguém
Depois que ela se vai
Qualquer cadáver se torna perfeito
Fica cheio de amigos
São esquecidas as dividas

Aqui neste mesmo lugar
Espero que a doença apodreça meus pulmões
Espero o sangue podre sair pela minha boca
Espero toda a febre virar suor
Espero minhas vistas nada verem
Então a fraqueza aumentara cada vez mais
E eu, tubércula, enfim verei meu fim. 

Alice F.

Dia todo (e mais um pouco).

Dia intenso de mormaço
Descansando no terraço
Imagino  seu abraço
E minha alegria n'um traço
Saio daquele espaço
Me arrumo com um laço
Caminho um pedaço
Voltar eu ameaço
Mas sigo sem cansaço
Na sua rua eu passo
Vejo você e desfarço
Meu coração não é de aço
E na sua frente me embaraço
Pois amor tenho de maço
E pra te dar nem sei o que faço...

Espero que meu poema escasso
Não demonstre meu fracasso
Em te querer por acaso
E receber apenas descaso.

Alice F.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Esse post é mais pessoal mesmo, só pra "uma" pessoa.

Nada além  

Frejat

Você não quer ver nada além do seu umbigo
E eu quero ver o que há depois do perigo
Você acha que ninguém sofre mais do que você
Talvez porque não saiba ao certo o que é sofrer
Ando pelas ruas cheirando a fumaça dos motores
Enquanto você fantasia suas dores de amores


Você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém
Você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém

Você não quer ver nada além do seu mundinho
 

E eu prefiro escrever meu próprio caminho
Você acha que ninguém sofre mais do que você
Talvez porque não saiba ao certo o que é sofrer
Você sonha ser princesa em castelos fabulosos
Enquanto eu vago na cidade entre inocentes e criminosos


Você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém
Você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém


Fique com os seus bonsais, seus haicais
Sua paz, suas flores, seu jardim de inverno

Se isso é céu
Eu prefiro meu inferno.


 Essa letra do Frejat resumi bem o que eu sinto! Agora é sem poesias, sem frases formadas, sem a "mascara da sabedoria". Cansei desse mundo tão cheio de fantasias e da falta de promessas. Tenho dó só de uma pessoa, daquela que acredita totalmente em tudo que ouve! 
Sinceramente, eu sou muito melhor que algumas pessoas inuteis juntas.
 "Olha onde eu cheguei, olha de onde você NÃO passou!" (Isso foi pessoal!)
Sim, eu sou arrogante, leia Sartre, vc vai entender o que eu falo!